sábado, 24 de setembro de 2011

O atual paradigma e a educação ambiental

De acordo com Leonardo Boff, a sociedade terá que desenvolver com urgência uma nova ordem mundial com outra base de valores. Pois os atuais, se é podemos chamá-los de valores, não manterão a espécie humana viva por muito tempo. A natureza se manterá firme e forte, mas nós: Seres Humanos, não diremos o mesmo.
Pode este fato nos levar a nos perguntar de como a sociedade e todo seu aparato técnico científico continuará a desenvolver dessa forma inviável e porque não há uma perspectiva prática para tais mudanças. Mas há uma resposta: A quebra do paradigma da nossa atual sociedade.

Paradigma vem do grego, parádeigma, que literalmente quer dizer modelo. É a representação de um padrão a ser seguido. O paradigma do mundo moderno deve dar lugar ao mais recente modo de se ver a vida, no qual o modelo newton cartesiano deverá ser tomado pela visão holística, onde o homem não é apenas um impositor aos bens naturais, mas um ser pertencente e interligado, onde tudo é inter relacionado.
Há a necessidade da mudança, mas a resistência para ela aconteça é maior. Fato esse compreensível pela dificuldade de se abandonar velhos conceitos e hábitos para adquirir novos. A revolução paradigmática é urgente, e todas as resinificações devem ser feitas. É então que entra em cena a educação , que de acordo com Layaragues, tem uma relação implícita com a mudança social, para além da sua relação presumida com a mudança cultural. Por isso a importância principalmente da prática educativa em relação ao meio ambiente: a educação ambiental.

Nesse sentido, a educação ambiental aparece como um fenômeno social que, mais do que representar a porta-voz das ideologias ambientalistas, constitui-se na instância dinamizadora e potencializadora capaz de acelerar o processo de disseminação do pensamento ecológico no tecido social e promover a conversão para uma sociedade sustentável. Essa constatação evidencia a importância que a educação ambiental adquire, pois muito do destino futuro das relações entre a sociedade e a natureza, passa pelo crivo da educação e seus respectivos modelos político-pedagógicos em constante disputa ideológica. (LAYARAGUES, 2002).

Ainda há meios para a nossa sobrevivência, só que o esperado é que EA seja uma possibilidade transformadora, e não se corrompa para apenas trabalhar para manutenção do status quo.

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