domingo, 25 de setembro de 2011

ESTUDO MOSTRA QUE MULHERES TEM HÁBITOS MAIS SUSTENTÁVEIS

Fonte imagem: cursilhojovemarcos.blogspot.com

Por Gilberto Junior, publicado originalmente em http://style.greenvana.com

Seja enquanto escovam os dentes ou quando estão dando destino ao lixo, pessoas na terceira idade têm mais hábitos considerados sustentáveis, mas as mulheres ganham dos homens. É o que garante pesquisa realizada pela Fecomércio em parceria com o Ipsos, que entre 2007 e 2011 entrevistou mil pessoas de 70 cidades brasileiras, incluindo capitais como Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

De acordo com a pesquisa, os jovens têm o hábito de deixar a torneira aberta enquanto escovam os dentes, coisa que pessoas mais idosas fazem menos. Segundo números levantados pela pesquisa, 91% dos entrevistados de terceira idade fecham a torneira, enquanto entre os mais jovens o índice é de 81%.Ao dar destino ao lixo, 54% dos mais idosos se preocupam em separar o que pode ser reciclado, enquanto entre os mais jovens o índice ficou em 37%. Dos entrevistados, 41% dos que estão na terceira idade se preocupam em cultivar plantas, enquanto entre os jovens, 31%.Quando comparados por sexo, a pesquisa identificou que 90% das mulheres se lembram de apagar as luzes ao deixar um ambiente, valor que ficou em 84% entre os homens.

Em relação a fechar a torneira enquanto escovam os dentes, 88% das mulheres responderam ter esse hábito enquanto entre os homens o número foi 84%.No ano passado, um estudo realizado na Suécia havia apontado que homens têm hábitos com maior impacto ambiental. Homens passam mais horas dirigindo e, por isso, despejam mais gás carbônico no meio ambiente. Segundo eles, quando solteiros, homens gastam mais energia do que as mulheres, segundo a pesquisa, por se manterem mais tempo em jogos, que consomem mais eletricidade.


UMA LIÇÃO IMPORTANTE

Fonte da imagem: escolamunicipaldomhelvecio.blogspot.com


Por Carolina Nalon, publicado originalmente em http://style.greenvana.com

Quando o assunto é meio ambiente e o que podemos fazer para conservá-lo, a primeira coisa que vem a mente da maioria das pessoas é o hábito da reciclagem. Mesmo você sendo adepto dela ou não tenho certeza que pode arriscar e dizer algo sobre o assunto. Se você é leitor do GreenStyle, então, não duvido que tenha aprendido de cor e salteado a reza dos 3 R’s: antes de reciclar primeiro é importante reduzir o consumo; caso seja inviável, deve-se tentar ser reutilizado e somente a partir daí segue-se para a reciclagem.

Aliás, esta última também tem suas próprias regras, e elas não são poucas. Demorei muito tempo a entender que não são todos os tipos de papeis que podem ser reciclados. Primeiro me apaguei à regra de que papeis recobertos com outros tipos de materiais, como o plástico ou alumínio, vão para o lixo comum. Ok. No entanto uma exceção a essa “regra-dos-papéis-recobertos-não-são-recicláveis” são as embalagens longa vida. As caixinhas de leite, por exemplo, são constituídas de papel, alumínio e plástico e mesmo assim podem ser recicladas sem problema. Tudo certo, regra das embalagens longa vida assimilada!

Mesmo assim, não demorou uma semana para uma amiga dizer que eu estava fazendo tudo errado, e que não adiantava nada separar os recicláveis se eu não lavasse tudo antes de enviar para coleta, caramba! Eu tenho uma vida para viver e reciclar exige uma parte dela. No início foi muito chato ter que lavar caixinhas de leite antes de jogá-las no lixo. Se vão para o lixo mesmo por que precisam estar limpas? Mas pensar que o que pode ser reciclado é lixo também era um erro. Hoje em dia separo e lavo tudo com gosto e tenho certeza de que estou contribuindo de alguma forma com isso. Como eu fiz da reciclagem um hábito? Me permita abrir um parentêses nessa história:

Tenho uma amiga que diariamente usa o fio dental toda vez que escova os dentes antes de ir para cama. Sinceramente, quantas pessoas você conhece que realmente fizeram desse comportamento um hábito diário? O número é baixo nas estatísticas, sem contar que, quando tratamos de higiene, as pessoas tendem a dizer que são muito mais higiênicas do que realmente são. Perguntei a esta minha amiga como aquilo era tão natural para ela. A resposta veio de imediato. Quando criança, sua irmã mais velha a ensinou: “você vai achar muito chato passar fio dental no início, mas sabe o quanto isso é importante. Por isso, não deixe de usá-lo todos os dias. Com o tempo, isso vai se transformar em um hábito e não será mais chato”. Hoje as duas não somente têm um sorriso lindo como também são super bem sucedidas no que fazem.

Essa singela lição nada mais é do que um grande ensinamento para fazer de qualquer comportamento um hábito. Hábitos não se adquirem, se conquistam. E existem três coisas que precisamos ter para conquistá-los: conhecimento do processo, propósito e persistência.

Em relação à reciclagem a maioria das pessoas só tem os dois primeiros: conhecimento do processo e propósito. Eu, que hoje em dia sinto até uma espécie de prazer em ver meu lixo indo para coleta, recomendo que todos persistam com a reciclagem. Por mais difícil que seja adaptar sua rotina para todas as obrigações que uma vida mais sustentável traz, acredite nos seus propósitos, vai valer o esforço. Logo suas novas atitudes serão hábitos. E mais do que isso: você se tornará uma fonte de bons exemplos.

Carolina Nalon é bióloga formada na ESALQ-USP e Life Coach da Sociedade Brasileira de Coaching. Atualmente mora nos Estados Unidos e atende profissionais das áreas ambiental/social. Ela também escreve em seu próprio blog: http://carolinanalon.blogspot.com


sábado, 24 de setembro de 2011

O atual paradigma e a educação ambiental

De acordo com Leonardo Boff, a sociedade terá que desenvolver com urgência uma nova ordem mundial com outra base de valores. Pois os atuais, se é podemos chamá-los de valores, não manterão a espécie humana viva por muito tempo. A natureza se manterá firme e forte, mas nós: Seres Humanos, não diremos o mesmo.
Pode este fato nos levar a nos perguntar de como a sociedade e todo seu aparato técnico científico continuará a desenvolver dessa forma inviável e porque não há uma perspectiva prática para tais mudanças. Mas há uma resposta: A quebra do paradigma da nossa atual sociedade.

Paradigma vem do grego, parádeigma, que literalmente quer dizer modelo. É a representação de um padrão a ser seguido. O paradigma do mundo moderno deve dar lugar ao mais recente modo de se ver a vida, no qual o modelo newton cartesiano deverá ser tomado pela visão holística, onde o homem não é apenas um impositor aos bens naturais, mas um ser pertencente e interligado, onde tudo é inter relacionado.
Há a necessidade da mudança, mas a resistência para ela aconteça é maior. Fato esse compreensível pela dificuldade de se abandonar velhos conceitos e hábitos para adquirir novos. A revolução paradigmática é urgente, e todas as resinificações devem ser feitas. É então que entra em cena a educação , que de acordo com Layaragues, tem uma relação implícita com a mudança social, para além da sua relação presumida com a mudança cultural. Por isso a importância principalmente da prática educativa em relação ao meio ambiente: a educação ambiental.

Nesse sentido, a educação ambiental aparece como um fenômeno social que, mais do que representar a porta-voz das ideologias ambientalistas, constitui-se na instância dinamizadora e potencializadora capaz de acelerar o processo de disseminação do pensamento ecológico no tecido social e promover a conversão para uma sociedade sustentável. Essa constatação evidencia a importância que a educação ambiental adquire, pois muito do destino futuro das relações entre a sociedade e a natureza, passa pelo crivo da educação e seus respectivos modelos político-pedagógicos em constante disputa ideológica. (LAYARAGUES, 2002).

Ainda há meios para a nossa sobrevivência, só que o esperado é que EA seja uma possibilidade transformadora, e não se corrompa para apenas trabalhar para manutenção do status quo.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

LIMPEZA DE PRAIA NA BARRA DO CAUÍPE


IMAC e SEMACE realizam campanha de limpeza na Barra do Cauípe sensibilizando turistas, moradores e barraqueiros.

No dia 21 de janeiro de 2011 foi realizada, na Barra do Cauípe, uma Campanha de Limpeza de Praia. A ação foi executada por servidores do IMAC, SEMACE, alunos da EEIEF Antonio Dias Macedo e contou com a participação de outras secretarias e entidades da administração pública de Caucaia como a Autarquia Municipal de Patrimonio e Serviços Públicos.
Cerca de 35 alunos caminharam um trecho de, aproximadamente, 600 metros coletando resíduos recicláveis; para realização da ação, cada aluno recebeu um kit contendo luvas, camisa e sacos de lixo biodegradáveis nas cores padronizadas da Coleta Seletiva.
Em Caucaia, as Campanhas de Limpeza de Praia fazem parte do planejamento pedagógico das escolas situadas em áreas litorâneas, neste sentido, os alunos são capacitados continuamente e encontram-se preparados para realizar esse tipo de trabalho que tem como principal objetivo, despertar nos alunos e comunidade a importância do descarte correto dos resíduos.
Na ação realizada, a maioria dos resíduos coletados não foram descartados na Barra do Cauípe. O problema é que muitas pessoas ainda descartam seus resíduos nos rios que cortam Caucaia; o resultado disso é que esses resíduos são jogados no mar e o mar devolve para as praias através dos movimentos de maré.
Os demais resíduos comuns foram coletados pela Autarquia Municipal de Serviços Públicos que realiza a coleta sistemática assim como limpeza na faixa de praia. Com isso, a ação configurou-se como interdisciplina unindo diversos atores pelo bem comum que é uma praia limpa e de qualidade para todos.
No ano de 2011 estão previstas mais 05 ações de limpeza nas praias de acordo com o calendário ecológico e o Programa de Educação Ambiental de Caucaia. Qualquer um pode participar.